
Em um encontro marcado pela fé, pelo respeito e pela valorização das raízes ancestrais, o jornalista Kitto Vieira e o produtor Victor Alves Vieira estiveram no tradicional Ilé Asé Omin Dandale, uma casa de axé que há 38 anos mantém viva a essência das religiões de matriz africana com dignidade e profundo compromisso espiritual.
Fundado em 1988, o Ilé carrega uma trajetória sólida construída sob a liderança de Mãe Carmem Lucia ty Osun e Scorpion ty Ogun, referências de sabedoria, firmeza e condução religiosa. Ao longo de quase quatro décadas de portas abertas, a casa se consolidou como um espaço de acolhimento, orientação espiritual e preservação cultural, onde o sagrado é tratado com a seriedade que merece.
A visita aconteceu a convite do estilista e amigo de Kitto ,Bruno Bacck, filho da casa e filho carnal de Mãe Carmem, que tem papel fundamental na continuidade e valorização dessa história. Sua ligação com o Ilé transcende o familiar, sendo também um elo entre tradição e contemporaneidade, levando o nome da casa e seus princípios para além dos muros religiosos.
Durante a visita, Kitto Vieira e Victor Alves destacaram a organização, o respeito aos rituais e a energia única presente no ambiente. “Estamos diante de uma casa que não apenas resiste ao tempo, mas que se fortalece a cada ano, mantendo viva uma herança que precisa ser respeitada e valorizada”, ressaltou o jornalista.
O Ilé Asé Omin Dandale é mais do que um espaço religioso , é um símbolo de resistência cultural, fé e identidade. Em tempos onde a intolerância religiosa ainda se faz presente, casas como esta reafirmam a importância do respeito, da informação e da valorização das tradições que compõem a diversidade espiritual do Brasil.
Com 38 anos de história, o Ilé segue firme, guiado pelo axé, pela responsabilidade e pelo compromisso com o sagrado, sendo exemplo de seriedade e dedicação dentro da religião. Uma trajetória que honra o passado, fortalece o presente e inspira o futuro.