O impacto dos ataques cibernéticos deixou de ser apenas um desafio técnico e passou a ocupar o centro das preocupações financeiras das empresas brasileiras. Levantamentos recentes indicam que o prejuízo médio causado por um único ataque no país já ultrapassa R$ 6,5 milhões, valor que inclui perdas operacionais, paralisações, danos à reputação e custos de recuperação.
Apesar dos números expressivos, muitas organizações ainda tratam a segurança digital como uma responsabilidade exclusiva da área de Tecnologia da Informação. Para Bruno Mouaness, especialista em ciberresiliência, essa visão está ultrapassada e expõe as empresas a riscos severos. Segundo ele, 73% das organizações brasileiras já foram alvo de ataques de ransomware, um dos crimes digitais mais lucrativos da atualidade.
“Não é um evento técnico. É um evento financeiro, com impacto direto na receita e na continuidade do negócio”, afirma Mouaness. Para o especialista, a alta administração precisa enxergar a cibersegurança como parte da estratégia corporativa, assim como gestão de riscos, compliance e governança.
Mouaness destaca que soluções avançadas de mercado, como IBM Power, IBM Storage Defender e IBM Storage FlashSystem, representam uma nova geração de defesa digital, com foco em resiliência e recuperação rápida. No entanto, ele reforça que a tecnologia, isoladamente, não é suficiente.
“Ferramentas são essenciais, mas precisam estar integradas a processos, cultura organizacional e planos claros de resposta a incidentes. Sem isso, a empresa até investe, mas continua vulnerável”, explica.
No cenário atual, segundo o especialista, a pergunta que líderes empresariais devem se fazer já não é se um ataque vai acontecer, mas se a organização estará preparada para continuar operando no dia seguinte.
Bruno Mouaness atua à frente da AMM Solutions, empresa focada em estratégias de ciberresiliência, continuidade de negócios e proteção de ambientes críticos, auxiliando companhias a transformar segurança digital em vantagem competitiva e fator de sustentabilidade financeira.